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Em mais de 10 anos, na homeostase mantivemo-nos sempre atentos a inspirações sobre formas progressivas e evolutivas de gestão e organização de equipas e empresas. Recentemente, no website da Corporate Rebels, encontrámos estas 8 tendências (abaixo traduzidas) com as quais nos identificamos totalmente.

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1. Lucro → Propósito e valores

As organizações progressivas já não estão exclusivamente focadas no lucro. Procuram criar um espaço de trabalho baseado em propósito e valores. Porque ter um propósito aumenta a energia, a paixão e a motivação para sair da cama todos os dias.

Promove e reúne comunidades de funcionários, clientes, fornecedores e outros que pensem da mesma forma. Aproximam-se com ideias partilhadas. Resultados inspiradores sobrepõem-se a burocracias, limitações e egos, libertando o potencial de uma organização.

Clarificando: não nos referimos a uma missão cheia de banalidades pretensiosas. Referimo-nos a causas nítidas que motivam as pessoas dentro e fora da organização. Propósitos acessíveis a todos e que devem garantir que todos estão alinhados.

Com a clarificação da missão, vêm os valores, comportamentos e skills partilhadas pelos colegas. Os valores são versáteis num negócio. Não são regras prescritas, mas sim diretivas para acelerar os processos de tomada de decisão, e não são recrutamentos baseados (apenas) em skills, mas sim recrutar pela cultura. As skills podem ser treinadas.

2. Pirâmide hierárquica → Funcionamento em rede 

As organizações progressivas sabem que a pirâmide tradicional está desatualizada. Simplesmente não se adequa às rápidas mudanças do panorama atual. A rigidez do funcionamento da pirâmide não promove agilidade nem envolvimento.

Esta é a razão pela qual as organizações progressivas tendem a adotar estruturas alternativas. Tendencialmente, transformam a rigidez da pirâmide na agilidade do funcionamento em rede. Regularmente são equipas até 15 pessoas, com características multidisciplinares, responsáveis pelos seus próprios resultados. São equipas ligadas em rede a outras equipas, sempre que necessário.

Cada equipa sente na pele o impacto (financeiro) dos seus sucessos e falhas. Isto aumenta o sentido de responsabilidade, cooperação, comunicação, adaptabilidade e a vontade de se suportarem uns aos outros. A rigidez das organizações está ultrapassada.

3. Liderança diretiva → Liderança que apoia 

A maioria das estruturas piramidais opera através de uma liderança diretiva. Líderes de equipa, supervisores, gestores, vice-presidentes e diretores que dirigem os seus funcionários. Esta forma de liderança é, muitas vezes, baseada no medo e no controlo e no hábito de dizer aos outros o que tem de fazer e como. Tende a negligenciar a sabedoria de cada um e a “desligar” a parte inferior da pirâmide da organização.

Nas organizações progressivas, vemos outro tipo de liderança: líderes fortes que suportam cada membro da equipa. Desafiam constantemente o status quo — a forma como as coisas sempre foram feitas — e encorajam a organização inteira a fazer o mesmo.

Estes líderes acompanham o seu próprio discurso. Assumem a missão e os valores da organização e são cruciais para a cultura da mesma. Fazem tudo ao seu alcance para derrubar barreiras e ajudam os colaboradores a vingar. A autoridade já não está ligada à competição, mas sim à capacidade de liderar através do exemplo.

4. Planear e prever → Experimentar e adaptar 

Planear e prever são princípios fundamentais na gestão tradicional onde o orçamento anual, a alocação de recursos e a calendarização são organizados num organograma.

Mas isto é baseado na falsa crença de que (ainda) podemos planear o futuro. A nova realidade é que à medida que o ambiente se torna mais complexo, torna-se impossível fazer previsões precisas. A adaptabilidade é agora muito mais importante.

As organizações progressivas abandonam as previsões e concentram-se na experimentação em tudo o que fazem: produtos, métodos de trabalho e estruturas. A mudança já não é um acontecimento anual, é parte da rotina. É melhor experimentar e falhar do que nunca cometer erros.

5. Regras e controlo → Liberdade e confiança 

Poder-se-ia argumentar que as organizações tradicionais se regem por uma burocracia tal que garantem que todos os funcionários seguem as regras. Pode ser tentador criar uma política para o que pode vir a acontecer. Prever e controlar o que as pessoas fazem.

Cada vez mais, esta burocracia transforma-se numa barreira para o envolvimento e sucesso. Dificulta a autonomia, a inovação e a criatividade, representando antes um risco para a organização.

As organizações progressivas, pelo contrário, agem acreditando que os seus colaboradores são adultos responsáveis em quem se pode confiar. Não é necessário um controlo excessivo, havendo um melhor desempenho quando sentem que têm autonomia.

6. Autoridade centralizada → Tomadas de decisão partilhadas 

Uma das principais características das organizações tradicionais é a centralização. Isto sugere que a competência para tomar decisões aumenta com a posição hierárquica. É absurdo.

As organizações progressivas tendem a ser altamente descentralizadas. Agem baseadas no princípio de que os colaboradores na linha da frente têm o melhor entendimento dos clientes e fornecedores. Desta forma, os colaboradores da linha da frente devem ser quem toma a maioria das decisões — se o objetivo é ser ágil na resposta aos clientes.

Nestas organizações, vemos a autoridade e a tomada de decisões distribuídas. Mas não se deixem enganar. Com grande liberdade, vêm grandes responsabilidades.

7. Secretismo → Transparência Radical 

As organizações tradicionais tendem a reservar a informação valiosa aos seus líderes, tomando eles as decisões mais importantes. Para ser possível distribuir a autoridade pela linha da frente, é necessária uma cultura de transparência radical.

Os colaboradores da linha da frente devem poder aceder à informação mais atualizada para agilizar e precisar as suas decisões. As organizações progressivas prosperam quando são “abertas por defeito”. Esta política transforma a transparência radical numa valiosa ferramenta. Promove a liberdade de questionar qualquer coisa e requer maior confiança de ambas as partes da equipa, membros e líderes.

Para tornar isto num sucesso, as organizações garantem o acesso total a dados e documentos, em tempo-real. Fornecem às pessoas a informação certa no momento certo. Isto resulta em melhores e mais rápidas decisões e na antecipada resolução de problemas. Promove colaboração dentro e fora da organização.

8. Títulos e cargos → Talentos e mestria 

As organizações tradicionais tendem a distribuir tarefas baseando-se nos títulos e cargos, estando muitos deles desatualizados.

Este velho hábito faz com que as pessoas trabalhem em coisas em que é suposto trabalharem mas sem estarem necessariamente dispostas a fazê-lo. Todos nós preferimos trabalhar em coisas de que gostamos, onde encaixam os talentos e as forças de cada um. Trabalhar naquilo em que somos bons, aumenta a motivação e o envolvimento.

As organizações progressivas usam esta dinâmica como uma vantagem, tentado usar a diversidade de talentos presentes em toda a organização. Oferecem às pessoas a liberdade de escolher as suas tarefas e responsabilidades. Os colaboradores podem “esculpir” as suas funções de acordo com os seus interesses, talentos e forças. Frequentemente, os resultados são “obras de arte”!

 

Nunca esquecendo que a homeostase é um negócio, consideramos que há diversas formas de viver esse negócio em equipa, umas mais pacíficas que outras.

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